domingo, 13 de março de 2011

Acomapanhe as Lições Bíblicas – 11ª Lição do 1º Trimestre 2011

Do Estudantes da Biblia

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Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

1º Trimestre de 2011

Título: Atos dos Apóstolos — Até aos confins da Terra

Comentarista: Claudionor Corrêa de Andrade

Lição 11: O primeiro Concílio da Igreja de Cristo

Data: 13 de Março de 2011

TEXTO ÁUREO

Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais: que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue [...] e das relações sexuais ilícitas [...](At 15.28,29 — ARA).

VERDADE PRÁTICA

O objetivo de um concílio eclesiástico, convocado sob orientação divina, é preservar a unidade da Igreja no Espírito Santo e conservar a sã doutrina.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Êx 4.29

O primeiro concílio de Israel

Terça - Nm 11.16-30

Um concílio de homens sábios e santos

Quarta - Js 7.6

Um concílio prostrado ante o Senhor

Quinta - Ed 5.6

Um concílio sob o olhar do Senhor

Sexta - At 1.12-26

A primeira reunião dos apóstolos

Sábado - At 6.1,2

A segunda reunião dos apóstolos

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 15.6-12.

6 - Congregaram-se, pois, os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto.

7 - E, havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-lhes: Varões irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre vós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho e cressem.

8 - E Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós;

9 - e não fez diferença alguma entre eles e nós, purificando o seu coração pela fé.

10 - Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós podemos suportar?

11 - Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também.

12 - Então, toda a multidão se calou e escutava a Barnabé e a Paulo, que contavam quão grandes sinais e prodígios Deus havia feito por meio deles entre os gentios.

INTERAÇÃO

A igreja de Jerusalém corria o risco de se transformar num movimento religioso como outro qualquer da Judeia. Se não fosse a sábia decisão dos Apóstolos, dos líderes e da comunidade palestínica, a Igreja de Cristo estaria fadada a um fortuito fracasso já em seus primórdios. Porém, o Espírito Santo conduziu o Concílio de Jerusalém, abalizando-o por uma sábia decisão: “Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais: que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Saúde” (At 15.28,28 — ARA).

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Saber que o concílio de Jerusalém foi vital para a expansão do cristianismo.
  • Compreender que as decisões adotadas no concílio são para os dias atuais.
  • Conscientizar-se de que as reuniões eclesiásticas são de suma importância para a organização da igreja.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, explique aos alunos a importância do Concílio de Jerusalém para a igreja local palestínica e, consequentemente, à Igreja de Cristo nos dias atuais. Para introduzir o tópico II, reproduza, conforme suas condições, o esquema abaixo. Esclareça o fato de que, se a igreja de Jerusalém não desse uma resposta autêntica aos judaizantes, o cristianismo se tornaria apenas uma facção judaica ou uma mera religião ascética, que não sairia da Judeia. Conclua que, na força do Espírito Santo, a liberdade em Cristo é garantida pelas Escrituras!

O CONCÍLIO DE JERUSALÉM

Contexto

A conversão dos gentios; a tensão entre judeus e gentios; a insistência dos crentes judaizantes tradicionalistas para que os gentios adotassem o estilo de vida judaico; o combate violento de Paulo contra o evangelho judaizante; a necessidade de uma resolução que legislasse sobre o tema.

A questão levantada

Para os gentios serem salvos, era necessário se tornar um judeu? Atualmente, é necessário alguma outra coisa, fora de confessar a Cristo, para ser salvo?

O debate

De um lado os fariseus cristãos apoiavam a visão dos judaizantes; do outro, Paulo e Barnabé enfatizavam que Cornélio e sua família foram aceitos por Deus como gentios.

Conclusão

Em harmonia com as Escrituras, a contribuição do apóstolo Tiago foi preponderante para a resolução apostólica em conjunto com a igreja: 1) não se devia pedir aos gentios que adotassem a “cultura” judaica, pois isto “perturbaria” (15.19) a liberdade em Cristo; 2) As recomendações estabelecidas foram: não comer carne sacrificada a ídolos; não ingerir sangue e não comer carne sufocada; não praticar relação sexual ilícita. Estas resoluções deixam patentes a verdadeira liberdade que há em Cristo Jesus e o verdadeiro princípio de respeito à vida que Deus exige de nós!

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave

Concílio: Reunião em que se trata de assuntos dogmáticos, doutrinários ou disciplinares.

Sob as instâncias de Paulo e Barnabé, os apóstolos convocam o Concílio de Jerusalém, para tratar de uma questão que vinha perturbando os crentes gentios: Deveriam estes também observar os costumes e ritos judaicos? Isto porque, “alguns que tinham descido da Judeia ensinavam assim os irmãos: Se vos não circuncidardes, conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos” (At 15.1).

As decisões desse concílio, realizado no ano 48, foram mais do que vitais à expansão do Cristianismo até aos confins da terra.

I. O QUE É UM CONCÍLIO

1. Definição. Originária do vocábulo latino concilium, a palavra concílio significa conselho, assembleia. O concílio, por conseguinte, é uma reunião de representantes da Igreja, cujo objetivo é deliberar acerca da fé, doutrina, costumes e disciplina eclesiástica.

2. Os concílios no Antigo Testamento. O primeiro concílio da velha aliança deu-se quando Moisés congregou os anciãos de Israel para declarar-lhes o plano de Deus para libertar os hebreus do Egito (Êx 4.29). A partir daí, muitos foram os concílios convocados quer pelos reis, quer pelos profetas, para tratar das urgências nacionais e das crises que surgiram ao longo da história de Israel no Antigo Testamento (2 Cr 34.29: Ed 10.14; Ez 8.1).

3. Os concílios em o Novo Testamento. Os apóstolos reuniram-se em três ocasiões distintas, para decidir sobre pendências na comunidade cristã. A primeira vez para eleger Matias em lugar de Judas Iscariotes e aguardar a chegada do Consolador; a segunda para instituir o diaconato; e a terceira, para discutir as imposições que os judaizantes buscavam impor sobre os cristãos gentios (At 1.12-26; 6.1-15; 15.6-30).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

O concílio é uma reunião de representantes da Igreja, com o objetivo de deliberar acerca da fé, doutrinas e costumes eclesiásticos.

II. A IMPORTÂNCIA DO CONCÍLIO DE JERUSALÉM

A terceira reunião dos apóstolos, que viria a ser conhecida como o Concílio de Jerusalém, foi tão importante e vital à Igreja de Cristo que dela dependia o futuro do Cristianismo. Se os apóstolos houvessem cedido à pressão dos judaizantes, a religião do Nazareno extinguir-se-ia em mera seita judaica. Mas os dirigentes da Igreja, instrumentalizados pelo Espírito Santo, houveram-se com sabedoria e firmeza, possibilitando que o Reino de Deus, transcendendo as fronteiras de Israel, se universalizasse até aos confins da terra.

O Concílio de Jerusalém foi modelar desde a convocação até as suas derradeiras decisões.

1. Convocação. O Concílio de Jerusalém foi convocado pelos apóstolos sob as instâncias de Paulo e Barnabé. Enviados pelas igrejas de Antioquia, Síria e Cilícia, requeriam eles fosse tomada uma resolução urgente quanto a este problema: deveriam os gentios observar também os costumes e ritos judaicos, incluindo a circuncisão?

2. Presidência. Sendo a figura de Pedro preponderante entre os santos da circuncisão, conclui-se tenha ele presidido o Concílio de Jerusalém. Em todos aqueles acalorados debates, o apóstolo agiu com sabedoria, moderação. Tudo fez por preservar a unidade da Igreja no Espírito Santo.

3. Debates. As discussões são acaloradas. Extremados na defesa do farisaísmo, exigiam os judaizantes: “É necessário circuncidá-los e determinar-lhes que observem a lei de Moisés” (At 15.5 — ARA).

Em seguida, Pedro levanta-se e põe-se a historiar como os gentios, por seu intermédio, vieram a converter-se a Cristo. Para calar a boca aos adversários, indaga o apóstolo: “Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais puderam suportar, nem nós? Mas cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram” (At 15.10,11 — ARA).

Depois da exposição de Pedro, os também apóstolos Paulo e Barnabé tomam a palavra. Faz Lucas esta observação: “Então toda a multidão silenciou, passando a ouvir a Barnabé e a Paulo, que contavam quantos sinais e prodígios Deus fizera por meio deles entre os gentios” (At 15.12 — ARA).

4. O pronunciamento decisivo de Tiago. Apesar de sua reputação conservadora, sai Tiago irmão do Senhor, em defesa dos santos gentios e da universalidade da igreja de Cristo: “Pelo que, julgo eu, não devemos perturbar aqueles que, dentre os gentios, se convertem a Deus, mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, bem como das relações sexuais ilícitas, da carne de animais sufocados e do sangue” (At 15.19,20 — ARA).

SINOPSE DO TÓPICO (II)

A importância do Concílio de Jerusalém, instrumentalizado pelo Espírito Santo, foi universalizar o Reino de Deus, levando-o até aos confins da terra.

III. A CARTA DE JERUSALÉM

Encerrados os debates, decidem os apóstolos enviar uma encíclica às igrejas de Antioquia, Síria e Cilícia, por intermédio de Paulo, Barnabé, Judas e Silas, expondo as resoluções tomadas no Concílio de Jerusalém (At 15.27-30). Resoluções estas, aliás, que se fizeram universais tanto em relação ao tempo quanto ao espaço; tornaram-se contemporâneas dos cristãos de todas as eras. Em resumo, o documento trata dos seguintes temas:

1. Da salvação pela graça. Deixam os apóstolos bem patente o seu apoio ao evangelho que Paulo proclamava aos gentios: a salvação pela graça (At 15.11).

2. Da comida sacrificada aos ídolos. A carta circular dos apóstolos é bem clara: “Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos” (At 15.29). Terá essa recomendação alguma serventia para nós hoje? Além das festas juninas e dos doces distribuídos no dia de Cosme e Damião, há muitos banquetes consagrados aos deuses das riquezas, às divindades do poder corrupto e corruptor, e aos demônios da permissividade moral e do relativismo ético. Outrossim, cuidado com os restaurantes que, logo na entrada, expõem a sua divindade como se fora um mero folclore. Não é folclore; é demônio mesmo.

3. Da ingestão de sangue e de carne sufocada. Parece uma recomendação banal? Nada na Bíblia pode ser banalizado. Ouçamos e obedeçamos à encíclica apostólica: “Que vos abstenhais [...] do sangue, da carne de animais sufocados” (At 15.29 — ARA). Receitas culinárias que empregam o sangue como um de seus ingredientes contrariam as leis divinas. Leia Gênesis 9.4.

4. Das relações sexuais ilícitas. Num século tão promíscuo e leniente como este, a recomendação dos santos apóstolos não haverá de ser esquecida: “[...] que vos abstenhais das relações sexuais ilícitas” (At 15.29). O que é uma relação sexual lícita? É a praticada no âmbito do casamento entre um homem e uma mulher. Logo, o sexo antes e fora do casamento é ilícito e pecaminoso (Êx 20.14; Ap 22.15). Pecado também é o homossexualismo tanto masculino quanto feminino (Lv 18.22; Rm 1.26-27; 1 Co 6.9).

A voz dos apóstolos não pode ser calada pela “lei da mordaça”.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

As resoluções do Concílio de Jerusalém consistiram dos seguintes temas: Salvação pela graça; Comida sacrificada aos ídolos; Ingestão de sangue e de carne sufocada; Relações sexuais ilícitas.

CONCLUSÃO

Que o exemplo dos santos apóstolos mova a Igreja de Cristo a livrar-se de toda briga local, a fim de mostrar a sua vocação universal e eterna. O mesmo Espírito que dirigiu o Concílio de Jerusalém faz-se presente no meio de seu povo, inspirando os ministros do Evangelho a tomarem decisões de conformidade com a Bíblia Sagrada. Interessante, o concílio convocado para combater o legalismo judaizante tornou a Igreja de Cristo mais santa e pura.

VOCABULÁRIO

Encíclica: carta circular abordando algum tema de doutrina.

Quizília: desavença, rixa, pendência.

Transcender: elevar-se sobre ou ir além dos limites de; situar-se para lá de.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

RICHARDS, L. O. Comentário Histórico Cultural do Novo Testamento. 1.ed. RJ: CPAD, 2007.

EXERCÍCIOS

1. O que é um concílio?

R. O concílio é uma reunião de representantes da Igreja, cujo objetivo é deliberar acerca da fé, doutrina, costumes e disciplina eclesiástica.

2. Por que o Concílio de Jerusalém foi convocado?

R. Para tomar uma resolução quanto ao problema dos gentios observarem os costumes e ritos judaicos.

3. O que buscavam os judaizantes?

R. A determinação aos gentios à circuncisão e à observação da lei de Moisés.

4. Discorra sobre o discurso de Tiago.

R. Livre.

5. Quais as resoluções tomadas pelo Concílio?

R. Os apóstolos recomendam não comer carne sacrificada a ídolos, não ingerir sangue e carne sufocada, e não praticar relações sexuais ilícitas.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Bibliográfico

“A decisão do Espírito Santo

‘Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo, e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação [relações sexuais ilícitas — ARA]; das quais coisas fazeis bem se vos guardares’ (At 15.28,29). A expressão ‘pareceu bem ao Espírito Santo’ significa: O Espírito Santo, na sua atuação entre os gentios já testemunhara que estes foram libertos do jugo da Lei mosaica (At 10.44-48). O Espírito Santo, cuja orientação foi prometida aos apóstolos e outros líderes [e à Igreja], já testemunhara ao coração deles que os gentios deviam ser livres do fardo (Mt 18.20; Jo 16.13). [Ou seja] Os gentios foram isentos da obrigação de observar os costumes judaicos. [...] Estes convertidos já possuíam a vida e a liberdade espiritual. Por que enterrar esta vida com formulários mortos?” (PEARLMAN, M. Atos. E a Igreja se fez Missões. 1.ed. RJ: CPAD, 1995, pp. 169-70).

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

CARTA DE DEUS PARA VOCÊ!

Texto: José Fernades

Esta Carta vai mudar a sua vida se você permitir. Nela, você encontrará a expressão do amor sublime, o amor do Pai. O Pai expressa o Seu amor por meio de Jesus Cristo relatado nas Escrituras.

Quando nós paramos e abrimos cinceramente o coração para o Pai, Ele estende a Sua mão e segura eternamente na nossa e nada poderá nos separar do Seu amor.

Veja o que você vai fazer: dê o play no vídeo e quando começar a carregar pause-o, depois que carregar completamente, assista-lhe. Não faça outra coisa, a não ser, voltar toda a sua atenção para a legenda dele. Depois, é entre você e o Pai. Quando você sentir o amor de Deus invadir o seu coração, faça uma aliança com o Pai e volte-se para Ele. Entregando toda a sua vida para Quem realmente mais se importa com você. Perceba o quanto você é especial, criança do Senhor!

O QUE É MISSÕES?

 

4675625Existe hoje uma confusão generalizada no meio dos cristãos, a respeito do que é missão. Assim como antigamente, hoje tudo se convencionou chamar de missão. Ora se tudo é missão, nada é missão, diz Stephen Neill.
Tentar definir missão não é tarefa fácil. É claro que houve uma evolução natural do termo ao ponto de "missão" incluir tudo, porém sem se identificar com esse todo. Pôr exemplo missão não é sinônimo de evangelismo, pois se tudo que a Igreja fizer for chamado de evangelismo, então nada é realmente evangelismo.
No dizer de John Stott, "missão" significa atividade divina que emerge da própria natureza de Deus". Foi o Deus vivo quem enviou a seu filho Jesus Cristo ao mundo, que enviou pôr sua vez os apóstolos e a Igreja. Enviou também o seu Espírito Santo à Igreja e hoje envia aos nossos corações.
Daí surge a missão da Igreja como resultado da própria missão de Deus, devendo aquela ser modelada pôr esta. Para que todos nós entendamos a natureza da missão da Igreja, precisamos entender a natureza da missão do Filho. Não podemos pensar em missão como um dos aspectos do ser Igreja, um departamento, mas como afirma o Dr. J. Andrew Kirk, "a Igreja é missionária pôr natureza ao ponto de que, se ela deixa de ser missionária, ela não tem simplesmente falhado em uma de suas tarefas, ela deixa de ser Igreja."
Para nós entretanto, não nos resta outra opção a não ser entender a missão a luz do ministério de Jesus. O que implica em dizer que missão é ser enviado; "Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio a vós" (João 20:21). Primeiramente ao mundo. Johannes Blauw, em a Natureza Missionária da Igreja, diz que "Não há outra Igreja, que não a Igreja enviada ao mundo". Fomos enviados para que nos identifiquemos com outras pessoas, pois de fato o que Jesus fez foi se identificar conosco assumindo nossos pecados, experimentando nossa fraqueza, sendo tentado e morrendo a nossa morte. Somos enviados pôr Cristo para encarnar as necessidades das pessoas, necessidades espirituais e materiais num mundo cada vez mais hostil.
Em segundo lugar, se compreendermos a missão de Jesus corretamente, vamos descobrir que ele veio ao mundo também com a missão de servir. Charles Van Engen ao citar Dietrich Bonhoeffer diz, "a Igreja existe para a humanidade no sentido de ser o corpo espiritual de Cristo e - a semelhança de Jesus - é enviada como serva". Marcos 10:45 diz que "o próprio Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos". A nossa missão como a dele deve ser uma missão de serviço.
Quero concluir com um outro texto de John Stott dizendo que: "Missão, antes de tudo, significa tudo aquilo que a Igreja é enviada ao mundo para fazer." Sendo que na sua caminhada ela deve mostrar a vocação da sua missão que é ser enviada ao mundo para ser Sal da terra e enviada ao mundo para que lhe sirva de Luz do mundo.

Valdir Xavier de França
Fonte: Bíblia World Net

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A FÉ CRISTÃ

I- Definição da Palavra
A simples fé implica uma disposição de alma para confiar noutra pessoa. Difere de credulidade, porque aquilo em que a  fé tem confiança é verdadeiro de fato, e, ainda que muitas vezes transcenda a nossa razão, não lhe é contrário. A credulidade, porém,  alimenta-se de coisas imaginárias, e é cultivada pela simples imaginação. A fé difere da crença porque é uma confiança do coração e não apenas uma aquiescência intelectual. A fé religiosa é uma confiança tão forte em determinada pessoa ou princípio estabelecido, que produz influência na atividade mental e espiritual dos homens, devendo, normalmente, dirigir a sua vida. A fé é uma atitude, e deve ser um impulso.
A fé cristã é uma completa confiança em Cristo, pela qual se realiza a união com o Seu Espírito, havendo a vontade de viver a vida que Ele aprovaria. Não é uma aceitação cega e desarrazoada, mas um sentimento baseado nos fatos da Sua vida, da Sua obra, do Seu Poder e da Sua Palavra. A revelação é necessariamente uma antecipação da fé. A fé é descrita como "uma simples mas profunda confiança Naquele que de tal modo falou e viveu na luz, que instintivamente os Seus verdadeiros adoradores obedecem à Sua vontade, estando mesmo às escuras". A mais simples definição de fé é uma confiança que nasce do coração.
II- A Fé no AT
A atitudes para com Deus que no NT a fé nos indica, é largamente designada no AT pela palavra "temor". O temor está em primeiro lugar que a fé; a reverência em primeiro lugar que a confiança. Mas é perfeitamente claro que a confiança em Deus é princípio essencial no AT, sendo isso particularmente entendido naquela parte do AT, que trata dos princípios que constituem o fundamento das coisas, isto é, nos Salmos e nos Profetas. Não es está longe da verdade, quando se sugere que o "temor do Senhor" contém, pelo menos na sua expressão, o germe da fé no NT. As palavras "confiar" e "confiança" ocorrem muitas vezes; e o mais famoso exemplo está, certamente, na crença de Abraão (Gn 15.6), que nos escritos tanto judaicos como cristãos é considerada como exemplo típico de fé na prática.
III- A Fé, nos Evangelhos
Fé é uma das palavras mais comuns e mais características do NT. A sua significação varia um pouco, mas todas as variedades se aproximam muito. No seu mais simples emprego mostra a confiança de alguém que, diretamente, ou de outra sorte, está  em contato com Jesus por meio da palavra proferida, ou da promessa feita. As palavras ou promessas de Jesus estão sempre, ou quase sempre, em determinada relação com a obra e a palavra  de Deus. Neste sentido a fé é uma confiança na obra, e na palavra de Deus ou de Cristo. É este o uso comum dos três primeiros Evangelhos (Mt 9.29; 13.58; 15.28; Mc 5.34-36; 9.23; Lc 17.5,6). Esta fé, pelo menos naquele tempo, implicava nos discípulos a confiança de que haviam de realizar a obra para a qual Cristo lhes deu poder; é a fé que opera maravilhas. Na passagem de Mc 11.22-24 a fé em Deus é a designada. Mas a fé tem, no NT, uma significação muito mais larga e mais importante, um sentido que, na realidade, não está fora dos três primeiros Evangelhos (Mt 9.2; Lc 7.50): é a fé salvadora que significa salvação. Mas esta idéia geralmente sobressai no quarto evangelho, embora seja admirável que o nome "fé" não se veja em parte alguma deste livro, sendo muito comum o verbo "crer". Neste Evangelho acha-se representada a fé, como gerada em nós pela obra de Deus (Jo 6.44), como sendo uma determinada confiança na obra e poder de Jesus Cristo, e também um instrumento que, operando em nossos corações, nos leva para a vida e para a luz (Jo 3.15-18; 4.41-53; 19.35; 20.31, etc). Em cada um dos evangelhos, Jesus proclama-Se a Si mesmo Salvador, e requer a nossa fé, como uma atitude mental que devemos possuir, como instrumento que devemos usar, e por meio do qual possamos alcançar a salvação que Ele nos oferece. A tese é mais clara em João do que nos evangelhos sinóticos, mas é bastante clara no último (Mt 18.6; Lc 8.12; 22.32).
IV- A Fé, nas Cartas de Paulo
Nós somos justificados, considerados justos, simplesmente pelos merecimentos de Jesus Cristo. As obras não tem valor, são obras de filhos rebeldes. A fé não é uma causa, mas tão somente o instrumento, a estendida mão, com a qual nos apropriamos do dom da justificação, que Jesus pelos méritos expiatórios, está habilitado a oferecer-nos. Este é o ensino da epístola aos Romanos (3 a 8), e o da epístola aos Gálatas. Nos realmente estamos sendo justificados, somos santificados ela constante operação e influência  do Santo Espírito de Deus, esse grande dom concedido à igreja e a nós pelo Pai por meio de Jesus. E ainda nesta consideração a fé tem uma função a desempenhar, a de meio pelo qual nos submetemos à operação do E. Santo (Ef 3.16-19).

V- Fé e Obras

Tem-se afirmado que há contradição entre Paulo e Tiago, com respeito ao lugar que a fé e as obras geralmente tomam, e especialmente em relação a Abraão (Rm 4.2; Tg 2.21).
Fazendo uma comparação cuidadosa entre os dois autores, acharemos depressa que Tiago, pela palavra fé, quer significar uma estéril e especulativa crença, uma simples ortodoxia, sem sinal de vida espiritual. E pelas obras quer ele dizer as que são provenientes da fé. Nós já vimos o que Paulo ensina a respeito sa fé. É ela a obra e dom de Deus na sua origem, e não meramente na cabeça; é uma profunda convicção de que são verdadeiras as promessas de Deus em Cristo, por uma inteira confiança Nele; e deste modo a fé é uma fonte natural e certa de obras, porque se trata duma fé viva, uma fé que atua pelo amor (Gl 5.6).
Paulo condena aquelas obras que, sem fé, reclamam mérito para si próprias; ao passo que Tiago recomenda aquelas obras que são a conseqüência da fé e justificação, que são, na verdade, uma prova de justificação. Tiago condena uma fé morta; Paulo louva uma fé viva. Não há pois, contradição. A fé viva, a fé que justifica e que se manifesta por meio daquelas boas obras, agradáveis a Deus, pode ser conhecida naquela frase já citada: "a fé que atua pelo amor".
Dicionário Bíblico Universal

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Notícias Missionárias

Cristãos argelinos são presos e entram com recurso

Portas Abertas / O Verbo

ARGÉLIA – Quatro cristãos na Argélia vão recorrer da decisão judicial de prisão por realizarem culto sem permissão, afirmando que o veredito poderia ter repercussões sobre todas as igrejas do país.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A FÉ PODE MORRER?

Tiago 2:17 – Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.

A carta escrita por Tiago é repleta de considerações práticas. Assim, ao falar sobre a importância da fé, seu teste é simples: a fé é testada por seus resultados. “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (Tiago 2:17).

Tiago nunca superestimou as obras religiosas em detrimento da fé em Cristo. Quando examinamos o contexto geral dos escritos, Tiago não entra em choque com Paulo. E os dois concordam com os ensinos de Jesus. Ninguém se salva pelo cumprimento das leis religiosas: isto é, “pelas obras”. “Para que ninguém se glorie” – afirmou Paulo. Ao declarar esta doutrina, porém, ninguém se coloca contra “os frutos do Espírito”.

Jesus, mais de uma vez, foi enfático: “a árvore se conhece pelos seus frutos”. Mais ainda: árvores espirituais, como os cristãos devem ser, têm que dar fruto em todas as estações do ano. Foi esta a lição da figueira sem fruto, que foi amaldiçoada pelo Mestre. Crente que não produz obras espirituais na vida diária, está no nível da figueira infrutífera, amaldiçoada. Porque sem frutos, foi morta. O melhor caminho para matar a fé é não fazê-la produzir obras. “Pelos seus frutos, sereis conhecidos”, disse Jesus. Conhecidos e vitalizados, por causa da sua fé frutífera.

Autor: Pr. Olavo Feijó

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O QUE É IGREJA PERSEGUIDA?



Você já parou para pensar como seria se….

… não poder freqüentar livremente sua igreja?

… ter o receio de um culto ser invadido por extremistas ou policiais, e você acabar preso?

… ter algum membro da sua família morto ou levado para um campo de trabalho forçado simplesmente porque ele declara amar a Jesus?

Isto é uma Igreja Perseguida.

No mundo inteiro, cristãos são presos, torturados e até mortos por professarem sua fé em Cristo. A Missão Portas Abertas estima que existam mais de 500 pessoas presas por causa de sua fé cristã em países como Peru, China, Vietnã, Irã, Arábia Saudita, Sudão, Egito, Turquia e Colômbia. Imagine como isso se dá na prática.

Na maioria desses países, os cristãos não podem se reunir como igreja para cultuar a Deus. Muitas vezes, as reuniões são feitas às escondidas, em locais subterrâneos ou de forma muito discreta. Em muitos casos, esses cristãos são perseguidos pela própria família, que os ameaçam de expulsão caso não neguem sua fé. Em alguns países há liberdade religiosa, mas não se pode fazer proselitismo, ou seja, tentar convencer alguém a mudar sua crença. Assim, o evangelismo é proibido.

Não é raro ver os relatos de supostos novos convertidos ou pessoas que estão sendo evangelizadas delatarem grupos de cristãos para a polícia. Quando isso acontece, a polícia invade o local de reuniões e faz ameaças de prisão. Se Bíblias forem encontradas, a punição pode ser ainda mais severa.

Perda da vida, família e bens materiais.

Expulsão da família e da sociedade

Queimaduras estupros e apedrejamentos

Fuga para as montanhas, fome e frio

Convido a você a refletir sobre esta situação. Qual a sua posição como cristão? A Igreja é perseguida em muitos destes países. Pastores, obreiros e muitos fiéis são mortos todos os dias defendendo e proclamando o nome de Jesus. A Igreja Perseguida é formada por todos os cristãos que vivem hoje em países onde a pregação do Evangelho de Jesus Cristo é proibida. Ela é formada por pessoas que todos os dias são vítimas de maus tratos e muitas vezes até morte. Esses nossos irmãos e irmãs têm sofrido agressões, ameaças, mortes, alguns são levados como prisioneiros e torturados por amor ao Senhor Jesus…Cabe a nós ajudá-los. Como?

Orando, intercedendo, contribuindo e em oração.

Nossos irmãos precisam de nossa ajuda.


Fonte: Portal Ministério Avivar

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

“EU ACREDITO” Novo CD do grupo Voz da Verdade

 

Agora é oficial. O próximo disco do grupo Voz da Verdade se chamará Eu Acredito. O disco sem data de lançamento ainda divulgada já está em fase de construção e criação pelos integrantes do grupo. No último domingo (07), o pastor Carlos Alberto Moisés, vocalista e líder da banda, cantou a faixa título do disco em um culto na sede da Igreja, em Santo André. Logo os adimiradores “correram” para a Internet, a fim de especularem sobre ser ou não verdade a informação de que aquela seria a música que daria nome ao disco, o que foi confirmado essa tarde pelo Twitter oficial da banda @Voz_Verdade.

DVD Brother’ Music

Durante o tweet (postagem) os moderadores do microblog informaram também que em 2011 será lançado o primeiro DVD do trio de irmãos, que fazem parte da Banda Brother’s Music. Agora é só esperar e aproveitar.

Um ano triste

O ano de 2010 foi um ano de algumas tristezas no Grupo Voz da Verdade. Em um mês o Grupo perdeu uma de suas vocalistas, Lilian Ferrão, que morreu durante uma cirurgia de transfusão de fígado, em decorrência de uma doença hereditária e degenerativa. Em seguida, o pr. Nelson Zanirato, que apresentava a abertura dos shows da banda também veio a falecer.

Na mesma época o grupo teve de encerrar o Programa semanal Voz da Verdade, que era apresentado aos sábados pelo Pr. Carlos Alberto e José Luís. Agora é esperar que 2011 seja o ano da colheita para esse grupo tão querido e tão abençoado.

Fonte: Ebenezer Online

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

MISSÕES





"Evangélicos brasileiros gastam
 mais com Coca-Cola do que investem

naquilo que dizem acreditar:
MISSÕES." 

COMO OS CRISTÃOS GASTAM SEU DINHEIRO?
AS PESQUISAS MOSTRAM QUE:
1. Gastam-se mais com chicletes do que com Missões.
2. Gastam-se mais com refrigerantes e balas do que com Missões.
3. Gastam-se mais com produtos de beleza do que com Missões.
4. Gastam-se mais com comidas supérfluas do que com Missões.
5. Gastam-se mais com animais de estimação do que com Missões.




6. Gastam-se mais com roupas de etiquetas do que com Missões

"Porque , se anuncio o evangelho, não tenho do que me gloriar , pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!" 1 Co 9. 16