quinta-feira, 21 de julho de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL - Lição 3: A vida do novo convertido
Lições Bíblicas CPAD
Jovens e Adultos
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Data: 17 de Julho de 2011
TEXTO ÁUREO
“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17).
VERDADE PRÁTICA
Mediante o novo nascimento, mantemos plena comunhão com Deus, reconhecendo o seu senhorio em todas as esferas de nossa vida.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - At 2.37,38,41
O arrependimento na vida do homem
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Terça - 2 Co 5.17
A nova criatura em Cristo
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Quarta - Fp 3.13,14
Deixando o passado e prosseguindo para o futuro
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Quinta - Hb 12.2
Olhando para Cristo
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Sexta - Rm 6.4; 1 Jo 5.12
A nova vida em Jesus
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Sábado - At 1.8
Testemunhando de Cristo ao mundo todo
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 Coríntios 5.17; Tito 2.11-13; 3.3-8.
2 Coríntios 5
17 - Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram: eis que tudo se fez novo.
Tito 2
11 - Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,
12 - ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente,
13 - aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo,
Tito 3
3 - Porque também nós éramos, noutro tempo, insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros.
4 - Mas, quando apareceu a benignidade e o amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens,
5 - não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,
6 - que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador,
7 - para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros, segundo a esperança da vida eterna.
8 - Fiel é a palavra, e isto quero que deveras afirmes, para que os que crêem em Deus procurem aplicar-se às boas obras; estas coisas são boas e proveitosas aos homens.
INTERAÇÃO
Professor, na lição de hoje estudaremos a respeito do novo nascimento (Jo 3.3). Procure, no decorrer da lição, enfatizar o fato de que o novo nascimento é uma das principais doutrinas da fé cristã e que ninguém pode fazer parte do Reino de Deus se não nascer de novo (Jo 3.3). Mediante a fé em Jesus experimentamos uma profunda transformação de vida. Essa mudança radical não é apenas exterior, mas interior. Temos visto que atualmente muitos apresentam um belo exterior, são bem apresentáveis, possuem uma boa oratória, mas interiormente estão cheios de podridão e imundícia. Segundo Jesus, estes são como sepulcros caiados (Mt 23.27). Eles acabam impedindo, devido ao seu mau testemunho, que muitos entrem no Reino de Deus e que a Igreja cumpra a sua Missão Integral.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Compreender que pela fé em Cristo nos tornamos novas criaturas.
- Conscientizar-se de que em Jesus tudo se faz novo, o passado fica para trás.
- Saber que quando estamos em Cristo temos um novo olhar, uma nova atitude e uma vida abençoada.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, reproduza no quadro-de-giz o esquema abaixo. Depois, pergunte aos alunos: “O que é o novo nascimento?”. Ouça as respostas e explique, utilizando o quadro, o que é nascer de novo. Enfatize que sem o novo nascimento ninguém poderá participar do Reino de Deus. Leia com a turma as referências bíblicas.
O novo nascimento é:
1. Regeneração (Tt 3.5).
2. Condição essencial para entrar no Reino de Deus (Jo 3.3,5).
3. Uma mudança interior que reflete no exterior (2 Co 5.17).
4. Abandonar a prática do pecado (1 Jo 3.9).
5. Comunhão com Deus.
COMENTÁRIO
introdução
Palavra Chave
Novo Nascimento: Transformação interior operada pelo Espírito Santo na vida daquele que crê em Jesus Cristo e o aceita como Salvador.
Jesus foi categórico: “Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (Jo 3.3). As Escrituras também afirmam: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Co 5.17).
Por conseguinte, a mudança de caráter do homem, outrora sem Deus, em um novo homem à semelhança de Cristo, é a comprovação objetiva da nova vida em Cristo Jesus (Ef 4.25-32).
Você já experimentou o novo nascimento? Saiba que a regeneração é uma nova dimensão de vida produzida pelo Espírito Santo.
I. O NOVO CONVERTIDO É UMA NOVA CRIATURA
1. Uma nova criação. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). Note que o texto bíblico não diz “será”, mas, sim, “é”. Isto significa que o novo convertido sofreu uma mudança radical de vida. Agora, ele tem outro coração (Ez 36.26); outra mente — a de Cristo — (1 Co 2.16); outro pensamento (Fp 4.8); outro alvo — Cristo Jesus — (Fp 1.21).
Quando pela fé, aceitamos o sacrifício de Cristo, damos o primeiro passo na vida cristã e imediatamente inicia-se um processo de transformação, em nosso interior, para experimentarmos “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).
2. Transformação radical. Ser uma nova criatura em Deus não implica numa mera reforma exterior. Apesar de o cristão ser distinto do mundo em sua maneira de ser e de agir, sua nova vida não está assentada apenas em regras comportamentais, sociais e religiosas. Mas na pedra de esquina que é Cristo Jesus, nosso Senhor e Rei (Ef 2.20).
Na verdade, aquele que “nasce de novo” sofre uma transformação radical de vida, começando pelo seu interior, abrangendo todo seu coração, desejo e vontade (At 2.37; Rm 5.5; 2 Co 7.2). Tal transformação é refletida nas esferas espiritual e social da vida do novo convertido (Mt 5.13.14).
3. Uma nova dimensão de vida. Escreveu Paulo a Tito: “Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente” (Tt 2.12). Este versículo evidencia a nossa luta diária em um mundo marcado pela impiedade. Mas Deus nos convida a cultivar uma vida de sobriedade (bom senso), justiça (retidão) e piedade (espiritualidade) “neste presente século”. Se assim agirmos, causaremos um impacto singular na sociedade na qual estamos inseridos, levando-a a transformar-se pelo poder do Evangelho de Cristo.
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SINOPSE DO TÓPICO (I)
Nascer de novo é sofrer uma transformação radical de vida, começando pelo interior, abrangendo todo o coração, desejo e vontade.
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II. O PASSADO SE FOI E EIS QUE TUDO É NOVO
1. O passado ficou para trás. Quando alguém confessa seus pecados e os abandona é sinal de que foi regenerado, alcançando plenamente, no Senhor, a cura de sua alma (1 Pe 1.3; Is 43.25; Pv 28.13; 2 Cr 7.14). O que era impróprio, indigno e pecaminoso é sepultado e para sempre esquecido. Eis o que nos garante o próprio Senhor: “Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Jr 31.34). De fato, “as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. Esqueça, pois, o que ficou para trás (Fp 3.13,14). Viva, doravante, em novidade de vida com a bênção de Deus e na consolação do Espírito Santo (Hb 8.12; Mq 7.19).
2. “Eis que tudo se fez novo”. Esta é uma expressão abrangente e profunda. Tudo o que Deus faz é perfeito e bom. Por isso, a nossa vida é sempre renovada (2 Co 4.16; Ap 21.5). Podemos desfrutar diariamente da presença de Deus, pois as suas misericórdias são novas a cada manhã (Lm 3.23) e a sua graça nos basta (2 Co 12.9). O Senhor não nos deixa nem nos desampara (Hb 13.5,6). Ele nos toma pela “mão direita” e diz: “Não temas que eu te ajudo” (Is 41.10,13).
3. É tempo de avançar. Confessa Paulo aos filipenses: “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão” (Fp 3.13). O passado ficou para trás; tudo agora se fez novo. Louvado seja Deus!
Avancemos, “olhando para Jesus, o autor e consumador da fé” (Hb 12.2). Enquanto o apóstolo Pedro olhava para o Senhor, caminhava por sobre águas. Porém, ao desviar os seus olhos de Cristo, começou a ser envolvido pelas ondas daquelas águas (Mt 14.22-33). Portanto, avancemos para grandes vitórias em Deus, olhando somente para Cristo, a nossa eterna e sublime esperança (Cl 1.27; 1 Tm 1.1).
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SINOPSE DO TÓPICO (II)
Em Cristo o nosso passado de transgressão e desobediência fica para trás.
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III. QUANDO ESTAMOS EM CRISTO
1. Temos um novo olhar. A fé em Jesus Cristo muda o nosso interior, abrindo-nos novos horizontes e perspectivas. Já não atentamos mais aos nossos interesses, mas para os de Deus, porque pertencemos única e exclusivamente ao Pai: “Estou crucificado com Cristo” (Cl 2.20). E doravante a nossa a luta não é mais contra a “carne e sangue”, mas contra os “principados” e “potestades” nos “lugares celestiais” (Ef 6.12). Este deve ser o nosso alvo: um amoroso serviço em prol do Reino de Deus (Mc 12.31; Rm 14.1; 1 Co 12.4-7).
2. Temos uma nova atitude. Quando Cristo torna-se o centro de nossas vidas, nossas atitudes passam a ser pautadas segundo a Palavra de Deus. Em vez de contenda, confusão ou gritaria (Ef 4.31), buscamos a paz de Deus, a direção do Senhor e o refrigério do Espírito Santo para conduzir-nos por um novo e vivo caminho (Rm 6.4; Hb 12.14).
3. Temos uma nova vida abençoada. A verdadeira felicidade consiste em viver de acordo com os princípios eternos do Reino de Deus. Não há felicidade sem Cristo! Porque em Jesus, o Pai concede-nos bênçãos especiais: a vida (1 Jo 5.12), a luz (Jo 8.12), a liberdade (2 Co 3.17), o amor (Rm 5.5), a alegria (Jo 16.22), o perdão (1 Jo 1.7), a paz (Rm 5.1), o propósito de vida (Fp 1.21), a provisão (Fp 4.19), o futuro com Cristo (Jo 14.2,3). Testemunhemos, pois, de Jesus Cristo até aos confins da terra (At 1.8).
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SINOPSE DO TÓPICO (III)
Quando estamos em Cristo temos um novo olhar, novas atitudes e uma vida abençoada.
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CONCLUSÃO
A verdadeira alegria é o resultado do novo nascimento. Muitos buscam ser felizes pela aquisição de bens materiais, mas a real felicidade é o resultado de uma mudança radical em nosso ser. Esta mudança é perfeitamente possível. Basta crer e permitir que o Senhor Jesus o faça. Deixe o seu passado para trás e avance para o alvo que é Cristo, o autor e consumador de nossa fé.
VOCABULÁRIO
Doravante: De agora em diante, para o futuro.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
ZUCK, R. B. Teologia do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2008.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. 1.ed., Vol.1. RJ: CPAD, 2009.
EXERCÍCIOS
1. O que é o novo nascimento?
R. É uma transformação radical de vida, começando pelo seu interior, abrangendo todo o coração, desejo e vontade.
2. O que o texto de 2 Coríntios 5.17 diz a respeito do novo nascimento?
R. Que as coisas velhas já passaram e tudo se fez novo.
3. Você tem sido escravo do passado?
R. Resposta pessoal.
4. O que acontece quando Cristo torna-se o centro de nossas vidas?
R. Quando Cristo torna-se o centro de nossas vidas, nossas atitudes passam a ser pautadas segundo a Palavra de Deus.
5. Em que consiste a verdadeira felicidade da vida?
R. Consiste em viver de acordo com os princípios eternos do Reino de Deus.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Teológico
“Quando correspondemos ao chamado divino e ao convite do Espírito e da Palavra, Deus realiza atos soberanos que nos introduzem na família de seu Reino: regenera os que estão mortos nos seus delitos e pecados; justifica os que estão condenados diante de um Deus santo e adota os filhos do inimigo. Embora estes atos ocorram simultaneamente naquele que crê, é possível examiná-los separadamente.
A regeneração é a ação decisiva e instantânea do Espírito Santo, mediante a qual Ele cria de novo a natureza interior. O substantivo grego (palingenesia) traduzido por ‘regeneração’ aparece apenas duas vezes no Novo Testamento. Mateus 19.28 emprega-o com referência aos tempos do fim. Somente em Tito 3.5 se refere à renovação espiritual do indivíduo. Embora o Antigo Testamento tenha em vista a nação de Israel, a Bíblia emprega várias figuras de linguagem para descrever o que acontece.
O Novo Testamento apresenta a figura do ser criado de novo (2 Co 5.1 7) e da renovação (Tt 3.5), porém a mais comum é a de ‘nascer’ (gr. gennaō, ‘gerar’ ou ‘dar à luz’).
[...] Nascer de novo diz respeito a uma transformação radical. Mas ainda se faz mister um processo de amadurecimento. A regeneração é o início do nosso crescimento no conhecimento de Deus, na nossa experiência de Cristo e do Espírito e no nosso caráter moral” (HORTON, S. M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. 1.ed., RJ: CPAD, 1996, pp.371-2).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Teológico
“O novo nascimento no Evangelho de João
Encontramos a única menção explícita ao novo nascimento na conversa de Jesus com Nicodemos (3.1-21). Jesus fala a Nicodemos: ‘Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus’ (v.3). A réplica de Nicodemos: ‘Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?’ (v.4), indica que ele entendeu o comentário de Jesus na esfera humana, física. A interpretação errônea de Nicodemos fornece a Jesus a oportunidade de esclarecer o que queria dizer. Ele fala da necessidade de um novo nascimento espiritual, não de um segundo nascimento físico (vv.6-8). A interpretação errônea e o esclarecimento resultante dela são refletidos em um jogo de palavras no versículo 3 (repetidas no v.7). A palavra grega aōthen, traduzida por ‘novo’, na NVI, pode querer dizer ‘de novo’ ou ‘de cima’. Contudo, o fato de Nicodemos entendê-la com o sentido de ‘de novo’ leva-o a concluir que Jesus fala de um segundo nascimento físico, mas a resposta de Jesus, registrada nos versículos 6-8, mostra que Ele se refere à necessidade de um nascimento espiritual, um nascimento ‘de cima’. Esse novo nascimento não é resultado de nenhum ato humano (cf. v.6), é obra do Espírito Santo (v.8). É necessária a atividade sobrenatural do Espírito de Deus para realizar esse novo nascimento espiritual no indivíduo. Ele não consiste apenas em percepção ou compreensão mais excelente, mas na completa transformação do indivíduo (cf. 2 Co 5.17)” [ZUCK, R. B. (Ed.) Teologia do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2008, pp.245-6].
domingo, 10 de julho de 2011
2ª Lição do 3º Trimestre de 2011
Lições Bíblicas CPAD
Jovens e Adultos
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Título: A Missão Integral da Igreja — Porque o Reino de Deus está entre vós
Comentarista: Wagner Gaby
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Lição 2: A mensagem do Reino de Deus
Data: 10 de Julho de 2011
TEXTO ÁUREO
“[...] O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1.15).
VERDADE PRÁTICA
O comportamento do cristão deve ser em tudo norteado pela mensagem do Reino de Deus.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Jo 3.3-5
O novo nascimento e a entrada no Reino de Deus
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Terça - Jo 18.33-36
A natureza espiritual do Reino de Deus
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Quarta - Mt 6.25-33
Buscando o Reino de Deus em primeiro lugar
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Quinta - Jo 15.16; Ef 2.10
Frutificando no Reino de Deus
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Sexta - Mt 5—7
Os princípios eternos do Reino de Deus
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Sábado - Rm 14.17
O Reino de Deus é justiça, alegria e paz no Espírito Santo
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Marcos 1.14,15; Mateus 5.3-12; Romanos 14.17.
Marcos 1
14 - E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galileia, pregando o evangelho do Reino de Deus
15 - e dizendo: O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho.
Mateus 5
3 - Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reine dos céus;
4 - bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
5 - bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
6 - bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
7 - bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
8 - bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
9 - bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
10 - bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus;
11 - bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa.
12 - Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus, porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.
Romanos 14
17 - porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.
INTERAÇÃO
Professor, você terá a oportunidade ímpar de ensinar a respeito da natureza do Reino de Deus neste mundo. Por intermédio da fé em Jesus Cristo, hoje somos súditos deste Reino. Reflita na declaração do apóstolo Paulo em Colossenses 1.11,14: “[...] nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor, em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados”. No decorrer da aula, enfatize o fato de que os súditos deste Reino, os salvos em Jesus Cristo, devem manifestar o poder do Reino mediante suas ações. A nossa fe não pode ser evidenciada apenas por palavras.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Compreender a verdadeira natureza do Reino de Deus.
- Conscientizar-se de que para entrar no Reino de Deus é preciso nascer de novo.
- Entender o real significado do Reino de Deus.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, sugerimos que você reproduza o esquema abaixo no quadro de giz ou tire cópias para os alunos. Depois faça a seguinte pergunta: “Como podemos fazer parte do Reino de Deus?”. Ouça os alunos com atenção e diga que aquele que não nascer de novo não pode entrar no Reino de Deus (Jo 3.3). Em seguida mostre o esquema e explique que no Sermão do Monte Jesus mostrou as características que os súditos do seu Reino devem ter. Essas características são encontradas em Jesus, nosso Salvador e Rei.
COMENTÁRIO
introdução
Palavra Chave
Mensagem: A Palavra do Senhor proclamada pelos súditos do Reino de Deus.
Em seu ministério terreno, Jesus proclamou a mensagem do Reino de Deus ao mundo. Sua mensagem não somente determina as condições para se fazer parte do Reino, mas também denota a natureza espiritual e pessoal do governo divino.
Como discípulos de Cristo, somos por Ele intimados a proclamar o Evangelho a toda criatura (Mc 16.15-18). Somos concitados também a viver segundo os princípios de seu Reino (Mt 5—7) expostos no Sermão da Montanha.
I. A NATUREZA DO REINO DE DEUS
1. O Reino é espiritual. Acerca da natureza do Reino de Deus e diante da indagação de Pôncio Pilatos — “Tu és o rei dos judeus?” — Jesus afirmou veementemente: “O meu Reino não é deste mundo; se o meu Reino fosse deste mundo, lutariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas, agora, o meu Reino não é daqui” (Jo 18.36).
Em razão de o reino divino não ser terreno, mas possuir uma natureza espiritual e eterna, nossa vida deve apresentar valores opostos aos do presente século. Alguns dos valores apresentados pelo Senhor são a humildade (Mt 18.4), o perdão (Mt 18.23-27), a generosidade (Mt 20.1-16), a discrição pessoal (Mt 20.20-28) e o total comprometimento com o Reino de Deus (Lc 9.57-62).
2. O Reino é pessoal. Quando o homem ouve e aceita a mensagem do Reino, uma mudança radical ocorre em sua vida. Seu comportamento, a partir desta experiência, passa a ser controlado pelo próprio Deus através do Espírito Santo. Suas ações e atitudes, em relação às outras pessoas, são pautadas pelos princípios eternos das Sagradas Escrituras (Hb 8.10).
3. O Reino de Deus e seus princípios (Mt 5.3-12). As bem-aventuranças proferidas por Jesus no Sermão da Montanha expõem os princípios eternos do Reino de Deus. Neste sermão, o Senhor profere, claramente, os valores espirituais e eternos que fundamentam o seu Reino. E aos que colocam em prática sua Palavra, Ele promete: “Felizes as pessoas” que as praticam (Mt 5.3-12 — NTLH).
Deseja você alcançar a plena felicidade em Cristo Jesus? Busque refletir a natureza do Reino de Deus.
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SINOPSE DO TÓPICO (I)
As ações e atitudes dos súditos do Reino de Deus devem ser pautadas pelos princípios eternos das Sagradas Escrituras.
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II. A NOVA VIDA DOS QUE FAZEM PARTE DO REINO DE DEUS
1. Nascer de novo. O novo nascimento é efetuado por Deus mediante a ação do Espírito Santo na vida do homem. Nascer de novo é experimentar uma radical mudança de vida (2 Co 5.17; Ef 4.23-32). Logo, a experiência salvífica é a condição sine qua nonpara alguém entrar no Reino de Deus: “[...] Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (Jo 3.3). A propósito, você já nasceu de novo? É nova criatura? Leia Romanos 10.8-13 e Efésios 1.7-13.
2. Proclamar o Reino de Deus. O Senhor Jesus veio a este mundo para salvar o pecador da condenação eterna (Jo 3.16). Agora, regenerados e nascidos de novo, temos uma missão singular: proclamar o Reino de Deus a todos os homens (Mc 16.15). Entretanto, nosso comportamento e atitudes devem ser coerentes com a mensagem do Reino. Não podemos escandalizar àqueles que almejam entrar no Reino de Deus. Quanto a isso, a Palavra do Senhor é taxativa: “Mas qualquer que escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar” (Mt 18.6).
3. Gerar frutos. Uma vez salvo, e andando em novidade de vida, o crente já está devidamente pronto a produzir frutos para o Reino de Deus (Jo 15.16). Somos chamados, por conseguinte, a praticar as boas obras, “as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). E assim, confirmamos a proclamação da mensagem do Reino. Além de pregar o Evangelho, devemos apresentar as boas obras como fruto da fé mediante a graça de Deus (Ef 2.8-10).
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SINOPSE DO TÓPICO (II)
Para fazer parte do Reino de Deus é necessário que o homem passe pela experiência do novo nascimento.
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III. O QUE O REINO DE DEUS SIGNIFICA
1. Justiça. O pecador regenerado é justificado perante Deus, pois a justiça divina “nos é concedida pela fé em Cristo, mediante o seu sacrifício redentor” (Rm 3.21-25; 5.1; 8.33,34). Logo, o nosso testemunho pessoal é uma forma eficaz de se anunciar o Evangelho do Reino de Deus. Daí, os nossos atos de justiça, em relação ao próximo, serem tão relevantes e indispensáveis à evangelização no mundo de hoje (Mt 5.13-16).
2. Paz. Biblicamente, a paz é mais do que a simples ausência de hostilidade, guerra ou perturbação. Ela revela-se a partir de nossa vida com Deus. Estar em paz, na Bíblia, é estar completo. A Palavra de Deus descreve-a como a bênção inaudita. A paz faz parte da natureza divina (Fp 4.7).
Hoje, mediante a fé em Cristo, temos paz com Deus (Rm 5.1; 2 Co 5.17-20; Jo 22.21), com o próximo (Rm 12.18; Gn 26.15-25; Hb 12.14) e com nós mesmos (Cl 3.15). A paz manifesta-se em nossa vida como o “fruto do Espírito” que habita e reina em nossos corações (Gl 5.22). A paz, que realmente provém de Deus, é quietude, unidade, amor, harmonia, segurança e confiança.
Sem a paz divina, vem a ansiedade, o medo, as psicoses e outros males. Se alguém não tem paz consigo mesmo, também não a tem com ninguém mais. A paz de Deus é o legado de Jesus Cristo aos seus discípulos: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou” (Jo 14.27).
3. Alegria. A alegria do Reino de Deus está fundamentada no relacionamento sólido do crente com o Pai (2 Pe 3.1; 4.4,10). É por isto que, nas provações, lembramos: “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30.5). Sim, o “coração alegre aformoseia o rosto” (Pv 15.13) e a “alegria do Senhor é a vossa força” (Ne 8.10). Uma vez alegres, cantemos louvores ao nosso Deus (Tg 5.13)!
A alegria no Espírito Santo traz contentamento e satisfação resultantes da nossa comunhão com o Pai. Também muito nos alegramos pela certeza de termos os nossos nomes escritos no Livro da Vida (Lc 10.20).
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SINOPSE DO TÓPICO (III)
O Reino de Deus é justiça, paz e alegria no Espírito Santo.
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CONCLUSÃO
A mensagem do Reino de Deus deve ser proclamada ao mundo para que o pecador possa ser salvo (Mt 28.18,19; At 1.8). Todavia, a mensagem do Reino não deve ser apenas pregada. Precisamos praticar os princípios eternos do Reino de Deus.
VOCABULÁRIO
Sine qua non: Do latim “sem a qual não”.
Psicose: Ideia fixa, obsessão.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
COUTO, G. A Transparência da Vida Cristã. Comentário Devocional do Sermão do Monte. 1.ed., RJ: CPAD, 2001.
ZUCK, R. B. Teologia do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2008.
EXERCÍCIOS
1. Qual a natureza do Reino de Deus?
R. Espiritual e pessoal.
2. O que é nascer de novo?
R. Nascer de novo é experimentar uma radical mudança de vida.
3. Qual foi o propósito da obra confirmada por Cristo?
R. Proclamar o Reino de Deus a todos os homens.
4. Segundo as Escrituras, o que significa estar em paz?
R. Significa estar completo.
5. Em que está fundamentada a alegria no Reino de Deus?
R. No nosso relacionamento sólido com o Pai.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Teológico
“O Sermão do Monte é a síntese do ensino de Cristo para o seu povo. Antes de a Igreja consolidar-se como agente do Reino de Deus na terra, o Senhor tomou a iniciativa de descortinar ao núcleo apostólico, através dessa primeira grande explanação pedagógica, as colunas que sustentam o modelo de vida trazido pelo Reino de Deus, isto é, a sua ética. É tanto que os princípios ali expostos se repetem de forma pormenorizada nos ensinos apostólicos.
Assim, como faz qualquer organização séria, que, ao implantar a sua filosofia de trabalho, tem como primeira iniciativa estabelecer no estatuto a sua doutrina, Jesus firmou os pressupostos que se tornariam a base do ensino desenvolvido nas epístolas e observado pela igreja apostólica.
[...] O propósito do Sermão do Monte, portanto, vai muito além de qualquer estereótipo do tipo ‘pode, não pode’, ‘faça, não faça’. A experiência religiosa mostra que não adianta explicitar um sem-número de regras, pensando que elas consigam mudar a pessoa por dentro. O máximo que promovem é uma reforma exterior, que, do ponto de vista do ensino de Cristo, cheira a hipocrisia — o interior permanece no mesmo estado de podridão espiritual, como Jesus identificou os fariseus. Assim, os princípios do Sermão do Monte devem ser vistos sob três ângulos: a dimensão presente, a dimensão escatológica e a dimensão do compromisso. Eles se interpõem e se completam” (COUTO, G. A Transparência da Vida Cristã. 1.ed., RJ: CPAD, 2001, pp. 23-5).
domingo, 3 de julho de 2011
Evangelismo em São José de Lagoa Tapada-PB
Os servos de Deus em São José de Lagoa Tapada-PB não perdem tempo mesmo. Isso porque tiveram a brilhante idéia de evangelizar a localidade com um som. Andando pela ruas e anunciando o nome do Senhor Jesus. Veja algumas fotos, se alegre e se desperte para ter dessas idéias em prol da anunciação da palavra de Deus, pois Jesus disse que a "seara é grande poucos são os ceifeiros, orai, pois ao Senhor da seara para que envie ceifeiros para sua seara".
terça-feira, 28 de junho de 2011
Lições Bíblicas - 3º Trimestre de 2011
Para o presente trimestre, as Lições Bíblicas CPAD para jovens e adultos trazem lições temáticas sobre a missão da Igreja e tem como título: “A Missão Integral da Igreja — Porque o Reino de Deus está entre vós”.
Sumário da revista:
Lição 1: O projeto original do Reino de Deus
Lição 2: A mensagem do Reino de Deus
Lição 3: A vida do novo convertido
Lição 4: A Comissão Cultural e a Grande Comissão
Lição 5: O Reino de Deus através da Igreja
Lição 6: A eficácia do testemunho cristão
Lição 7: A beleza do serviço cristão
Lição 8: Igreja — Agente transformador da sociedade
Lição 9: Preservando a identidade da igreja
Lição 10: A atuação social da igreja
Lição 11: A influência cultural da igreja
Lição 12: A integridade da doutrina cristã
Lição 13: A plenitude do Reino de Deus
Lição 1: O Projeto original do Reino de Deus
Data: 3 de Julho de 2011
Título: A Missão Integral da Igreja — Porque o Reino de Deus está entre vós
Comentarista: Wagner Gaby
TEXTO ÁUREO
“Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).
VERDADE PRÁTICA
O Reino de Deus consiste numa vida de amor, justiça, devoção, paz e alegria no Espírito Santo.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Mt 3.1-3
O Reino de Deus anunciado por João Batista
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Terça - Mt 6.33
O Reino de Deus confirmado pelo Senhor Jesus
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Quarta - Jo 3.1-3
O Reino de Deus e o novo nascimento
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Quinta - Mt 5.3-12
O Reino de Deus e as Bem-aventuranças
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Sexta - Mt 21.42-44; Cl 1.13,14
O Reino de Deus e a Igreja
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Sábado - Ap 20.4-6; 21.15
O Reino de Deus e a consumação dos séculos
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Marcos 4.1-3,10-12; Lucas 17.20,21.
Marcos 4
1 - E outra vez começou a ensinar junto ao mar, e ajuntou-se a ele grande multidão; de sorte que ele entrou e assentou-se num barco, sobre o mar; e toda a multidão estava em terra junto ao mar.
2 - E ensinava-lhes muitas coisas por parábolas e lhes dizia na sua doutrina:
3 - Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear.
10 - E, quando se achou só, os que estavam junto dele com os doze interrogaram-no acerca da parábola.
11 - E ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do Reino de Deus, mas aos que estão de fora todas essas coisas se dizem por parábolas,
12 - para que, vendo, vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam, para que se não convertam, e lhes sejam perdoados os pecados.
Lucas 17
20 - E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o Reino de Deus, respondeu-lhes e disse: O Reino de Deus não vem com aparência exterior.
21 - Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali! Porque eis que o Reino de Deus está entre vós.
INTERAÇÃO
Caro professor, neste trimestre estudaremos um tema extremamente relevante para os nossos dias — a Missão Integral da Igreja. Veremos que a Missão Integral é consequência da manifestação do Reino de Deus em nossas vidas.
O comentarista das lições é o pastor Wagner Tadeu dos Santos Gaby. Presidente da Assembleia de Deus em Curitiba, advogado, autor de vários livros publicados pela CPAD e membro da Casa de Letras Emílio Conde. Desejamos, com as lições desse trimestre, que a Igreja do Senhor busque, com zelo, estabelecer os valores do Reino de Deus através de suas ações.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Compreender o conceito bíblico de Reino de Deus.
- Saber que o Reino de Deus está presente nas Escrituras.
- Explicar as manifestações do Reino de Deus.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, reproduza o quadro abaixo no data show, retroprojetor ou tire cópias para os alunos. Utilizando o quadro, faça um resumo panorâmico a respeito do tema do trimestre. Explique que a Missão Integral da Igreja vai além da evangelização. O zelo e o cuidado pelo nosso planeta também é parte da Missão Integral. Ressalte que em nossa prática missionária, precisamos ter uma visão integral do homem (corpo, alma e espírito). Conclua enfatizando que a Missão Integral faz parte do projeto original do Reino de Deus para o mundo.

COMENTÁRIO
introdução
Palavra Chave
Reino: Monarquia governada por um rei; domínio, âmbito.
Deus é soberano (Sl 24.1,2) e tem o governo dos céus e da terra (Dt 10.14; 1 Co 10.26). Pois foi Ele quem os criou (Gn 1—2; Hb 1.10; 11.3). Não obstante, pouco se estuda acerca de nossa participação no governo do Reino de Deus: nossos deveres e obrigações no cuidado e na mordomia de tudo que Ele nos confiou (Gn 2.15-17,19; 1 Co 3.16,17; 6.19,20).
Assim, o propósito desta lição é estudar o Reino de Deus nas Escrituras, bem como suas manifestações no presente e no futuro, porque desejamos que a Igreja do Senhor, na atualidade, busque intensamente estabelecer os valores do Reino de Deus através de sua prática e vivência.
I. CONCEITO BÍBLICO DE REINO DE DEUS
1. Definição de Reino de Deus. A expressão Reino de Deus aparecerá algumas vezes no decorrer da lição. Você sabe o seu significado? Podemos definir o Reino de Deus como a soma de “todas as bênçãos, promessas e alianças que o Todo-Poderoso destinou aos que recebem a Cristo Jesus”.
2. Os aspectos do Reino de Deus. De acordo com as Sagradas Escrituras, o Reino de Deus apresenta tanto aspectos presentes quanto futuros:
a) Presente. Na atualidade, o reino divino está presente na vida dos filhos de Deus, a saber, os salvos em Cristo. Estes foram libertos das trevas e transportados ao “Reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13). A partir desta experiência salvífica, é possível afirmar que toda pessoa, nascida de novo em Cristo Jesus, é dirigida pelo Espírito Santo e, consequentemente, tem a sua vida governada através dos valores do Reino (Ef 2.10).
b) Futuro. O aspecto futuro do Reino de Deus está ligado ao reino milenar de Cristo sobre a terra por ocasião da sua segunda vinda em glória (1 Co 15.23-25). Até mesmo a criação inanimada “espera” por esse glorioso dia (Rm 8.19-23). E você? Aguarda ansiosamente a vinda de Jesus Cristo, o Rei dos reis?
3. O governo do Reino. Deus criou os céus e a terra (Gn 1.1). Ele tem o governo de todas as coisas. Seu domínio, soberania e autoridade real jamais terão fim. Os reinos deste mundo são transitórios, mas o de Deus é eterno. O Deus soberano governa o mundo todo. O Eterno intervém na criação e na história, manifestando seu poder, sua glória e suas prerrogativas contra o domínio do pecado.
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SINOPSE DO TÓPICO (I)
O Reino de Deus é a soma de “todas as bênçãos, promessas e alianças que o Todo-Poderoso destinou aos que recebem a Cristo Jesus”.
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II. O REINO DE DEUS NAS ESCRITURAS
1. No Antigo Testamento. Apesar da expressão Reino de Deus não aparecer no Antigo Testamento, o Senhor é apresentado como o Rei de Israel (Is 43.15), da terra e de todo o universo (Sl 24; 47.7,8; 103.19). Estas e outras referências manifestam a prerrogativa soberana de Deus sobre a criação. Ele reina para sempre (Sl 29.10).
2. Em o Novo Testamento. A mensagem central do ensino neotestamentário é o Reino de Deus. Este foi apregoado por João Batista (Mt 3.2) e confirmado pelo ensino de Jesus Cristo (Mt 6.33).
a) Na pregação de João Batista. João veio pregando no deserto: “Arrependei-vos porque é chegado o Reino dos céus” (Mt 3.2). O fato de uma pessoa ser israelita e “filho da promessa” (Gl 4.28) não lhe assegurava o direito de entrar no Reino de Deus. Era preciso produzir frutos dignos de arrependimento. Pois, as boas obras são o resultado de um autêntico arrependimento (Lc 3.8).
b) No ensino de Jesus. A proclamação e a concretização do Reino de Deus foram o propósito central do ministério de ensino de Jesus. O Reino dos Céus foi o tema de sua mensagem e ensino na terra (Mt 4.17). No Sermão da Montanha, Jesus conclamou a multidão que o ouvia a buscar, com diligência e em primeiro lugar, o Reino de Deus (Mt 6.33). Ele estava ordenando a todos nós, seus seguidores, a buscar a Deus resolutamente e a fazer a sua vontade. Querido irmão, você tem procurado com diligência o governo soberano do Altíssimo em todo o seu modo de viver?
3. Reino de Deus ou Reino dos Céus. Nos evangelhos de Marcos e Lucas a expressão “Reino de Deus” aparece com frequência. Todavia, no Evangelho de Mateus, a expressão mais usada pelo evangelista (aparece cerca de trinta e quatro vezes) é “Reino dos Céus”. A maioria dos eruditos bíblicos concorda que o emprego da expressão “Reino dos Céus” foi aplicado por Mateus devido à rejeição do povo israelita ao uso indiscriminado do nome de Deus. Logo, as expressões “Reino de Deus” e “Reino dos Céus”, quando comparadas entre os Evangelhos sinóticos — Mateus, Marcos e Lucas — são sinônimos e intercambiáveis (cf. Mt 5.3; 13.10,11; Mc 4.10,11; Lc 6.20).
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SINOPSE DO TÓPICO (II)
As expressões “Reino de Deus” e “Reino dos Céus” nos Evangelhos sinóticos — Mateus, Marcos e Lucas — são sinônimos e intercambiáveis.
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III. AS MANIFESTAÇÕES DO REINO DE DEUS
1. No passado. A nação de Israel era uma monarquia teocrática. O Senhor levantou reis para o povo judeu (Dt 17.14,15; Dt 28.36; cf. 1 Sm 10.1; 1 Sm 16.13) e estabeleceu normas reguladoras de relacionamento político entre o governante e a nação (1 Sm 8.10-22). O objetivo de Deus era preparar o caminho para a salvação da humanidade através da nação de Israel. Contudo, por causa dos desvios do povo judeu e da rejeição de seu Messias, Jesus Cristo, o reino divino foi-lhes retirado, ou seja, Israel na atualidade não tem mais a função de propagar o Reino de Deus (Mt 21.43; Rm 10.21; 11.23). Tal missão cabe agora à Igreja. Israel, porém, será restabelecido espiritualmente no futuro, conforme escreve Paulo (Rm 11.25-27).
2. No presente. O Reino de Deus foi estabelecido de forma invisível na Igreja por intermédio do Rei dos reis. O reino divino pode ser visto nos corações e nas vidas de todos aqueles que se arrependem, crêem e vivem o Evangelho (Jo 3.3-5; Cl 1.13). Não se trata de um reino político ou material que, por definição, é transitório e passageiro, mas de uma poderosa, transformadora e eficaz operação da presença de Deus em e através de seu povo (Mc 1.27; 2 Co 3.18; 1 Ts 4.1), refletindo-se em toda a realidade à nossa volta, produzindo transformação.
3. No futuro. Durante o Milênio, predito pelos profetas do Antigo Testamento (Sl 89.36,37; Is 11.1-9; Dn 7.13,14), Jesus Cristo reinará literalmente na terra durante mil anos (Ap 20.4-6). E a Igreja reinará juntamente com Ele sobre as nações (Mt 25.34; Ap 5.10; 20.6; Dn 7.22). O reino milenial de Cristo dará lugar ao reino eterno de Deus, que será estabelecido na nova terra (Ap 21.1-4; 22.3-5), a Nova Jerusalém (Ap 21.9-11). Os habitantes são os redimidos do Senhor de todos os tempos. Que alegria nos inundará a alma quando, de eternidade em eternidade, estivermos juntos com o Senhor (Dn 7.18)!
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SINOPSE DO TÓPICO (III)
O Reino de Deus se manifesta nas respectivas dimensões temporais: passado, presente e futuro.
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CONCLUSÃO
No Reino de Deus, a vontade do Pai é conhecida e praticada por amor, devoção, prazer, submissão, dever e gratidão (Rm 5.5; 2 Co 9.13; Lc 18.1 ; Jn 2.9). Fazer continuamente a vontade de Deus, nesse Reino, deve ser a nossa maior prioridade, não importando os obstáculos “pois que por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus” (At 14.22). O Reino Deus e sua justiça devem ser o nosso anseio e alvo principal (Mt 6.33).
VOCABULÁRIO
Deferência: Ato ou efeito de considerar, respeito, reverência.
Evangelhos sinóticos: Assim chamados porque permitem uma vista de conjunto, dada a semelhança de suas versões.
Intercambiável: Troca, permuta.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
COUTO, G. A Transparência da Vida Cristã. Comentário Devocional do Sermão do Monte. 1.ed., RJ: CPAD, 2001.
ZUCK, R. B. (Ed.). Teologia do Novo Testamento. 1. ed., RJ: CPAD, 2008.
EXERCÍCIOS
1. Defina a expressão “Reino de Deus”.
R. “Todas as bênçãos, promessas e alianças que o Todo-Poderoso destinou aos que recebem a Cristo Jesus”.
2. Como Deus é apresentado no Antigo Testamento?
R. Como o Rei de Israel, da terra e de todo o universo.
3. Qual é a mensagem central do ensino em o Novo Testamento?
R. A mensagem central do ensino neotestamentário é o Reino de Deus.
4. Explique como foi estabelecido o Reino de Deus na Igreja.
R. O Reino de Deus foi estabelecido de forma invisível na Igreja por intermédio do Rei dos reis.
5. Como a vontade do Pai é conhecida e cumprida no Reino de Deus?
R. No Reino de Deus, a vontade do Pai é conhecida e praticada por amor, devoção, prazer, submissão, dever e gratidão.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Teológico
“Definindo o Reino de Deus
[...] O Reino de Deus pode ser definido como o domínio eterno de Deus em todas as eras, exercendo a sua soberania sobre o Universo, intervindo na história para conduzi-la ao ápice — a restauração de todas as coisas — e ‘revelando-se com poder na execução de todas as suas obras’. O Reino de Deus tem, portanto, uma dimensão presente, como já vimos, que se configura no cumprimento em Cristo de todas as promessas messiânicas do Antigo Testamento. A expressão ‘é chegado’, que aparece tanto em Mateus 4.17 como em 12.28, segundo pensam os eruditos, denota a ideia de ‘presença real’, agora, e não de proximidade, como algo apenas para o futuro. Ou seja, a presença pessoal do Messias na história implica a presença efetiva do Reino de Deus entre os homens. Ele se manifesta a partir do coração de cada um, daí porque onde se percebe que o Reino está presente é também possível sentir os seus efeitos.
No entanto, reitere-se, não se pode esquecer do caráter escatológico do Reino de Deus. Será o tempo no qual cumprir-se-á a profecia de Daniel em que os reinos deste mundo serão destruídos, o mal aniquilado, restabelecer-se-á a comunhão perfeita com Deus e o Senhor reinará com justiça para sempre” (COUTO, G. A Transparência da Vida Cristã. Comentário Devocional do Sermão do Monte. 1.ed., RJ: CPAD, 2001, pp.257,258).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Bibliológico
“O Reino dos Céus/de Deus
Antes de mencionar o que Mateus escreve a respeito do ‘Reino dos céus’, ou ‘Reino de Deus’, precisamos fazer algumas considerações em relação ao sentido dos próprios termos. Em geral, a palavra ‘reino’ denota a ideia de um domínio, uma região física ou espacial, incluindo o povo e a terra sobre os quais um rei exerce autoridade. Esse sentido também se aplica às palavras usadas para ‘reino’ no Antigo e no Novo Testamentos.
[...] Faz-se necessário um comentário geral sobre uma expressão que é específica do Evangelho de Mateus. O ponto de interesse é o uso que ele faz da expressão ‘Reino dos céus’ em passagens em que Marcos ou Lucas, em seus relatos, referem-se ao ‘Reino de Deus’ (por exemplo, Mt 13.31; Mc 4.30; Lc 13.18).
[...] Os judeus usavam a voz passiva para descrever atos de Deus como uma forma respeitosa de descrever o que Ele fez sem mencionar seu nome (desde que é mais fácil omitir o sujeito com o uso do verbo na voz passiva). A substituição do nome de Deus por ‘céus’, a moradia do Senhor, é outra forma desse tratamento respeitoso. Essa expressão ocorre apenas no Evangelho de Mateus. No entanto, ele também usa quatro vezes a expressão ‘Reino de Deus’ (12.28; 19.24; 21.31,43), sugerindo, assim, que a diferença de nomenclatura é mais uma questão de preferência, ou deferência, que qualquer outra coisa.
É incerto o motivo por que o Evangelho de Mateus menciona ‘o Reino dos céus’ de forma rotineira, o que não acontece nas outras narrativas. É provável que Jesus usasse as duas expressões, mas Lucas e Marcos simplesmente escolheram usar, de forma consistente, a expressão ‘Reino de Deus’ por ser menos ambígua para leitores gentios que a expressão mais judaica ‘Reino dos céus’. Fica claro, a partir de passagens como 19.23,24, em que Jesus diz aos discípulos: ‘é difícil entrar um rico no Reino dos céus. [...] é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus’, que Mateus considera as duas expressões praticamente como sinônimas.
De forma distinta de muitas passagens do Antigo Testamento que se referem ao Reino de Deus como uma realidade presente, as referências no Evangelho de Mateus têm em vista, em geral, um reino ainda futuro ou a entrada no reino que ainda está no futuro. De qualquer modo, a passagem 12.28, em que Jesus afirma o seguinte a respeito de sua atividade de expulsar demônios: ‘Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, é conseguintemente chegado a vós o Reino de Deus’, refere-se ao Reino como uma realidade presente” [ZUCK, R. B. (Ed.). Teologia do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2008, pp.36,38].